Trata-se do deslizamento ou escorregamento de uma vértebra sobre a outra. Este deslizamento pode ser leve ou grave, podendo em casos extremos ocorrer uma escorregamento completo com “queda” da vértebra em direção à pelve (espondiloptose).
As duas causas mais frequentes são:
É por essa razão que esta lesão se observa mais frequentemente em atletas que praticam atividades que envolvam hiperlordose (acentuação da curvatura da coluna lombar), como os ginastas.
Trata-se de uma lesão frequente (8% da população), que geralmente é bem tolerada.
A espondilolistese geralmente é bem tolerada, mesmo entre os esportistas.
Porém ela pode ser a causa:
A descoberta de uma espondoilolistese não é, habitualmente, uma contraindicação à prática de esportes de lazer. Já a prática de esportes “de risco”, como ginástica, mergulho, halterofilismo, deve ser discutida.
Durante o exame do paciente, pode-se detectar um desnível na região mais baixa da coluna. Normalmente há uma retração anormal de certos músculos situados na parte posterior da coxa. O diagnóstico é feito sobretudo através de radiografias. A tomografia é o melhor exame, pois pode detectar uma espondilólise que às vezes não é visível ao Raio X. O exame de Ressonância Magnética permite diagnosticar outras lesões associadas e avaliar o estado dos discos intervertebrais adjacentes.
A espondilolistese pode permanecer estável por longos anos. Eventualmente o escorregamento pode se agravar, particularmente na criança e no adolescente, e por isso há necessidade de um acompanhamento clínico e radiológico frequente. O prognóstico neurológico é geralmente bom, e as complicações (paralisia de raízes do nervo ciático, síndrome da cauda equina) são raras, e só costumam ocorrer nos casos avançados.
O tratamento inicial é sempre conservador, com medicamentos para aliviar a dor, como analgésicos e antiinflamatórios, fisioterapia para reeducação postural, reabilitação e reforço da musculatura. Também se recomenda mudança de hábitos, como evitar atividades que sabidamente causam a dor ou podem agravar o escorregamento.
Conforme os sintomas melhoram, o paciente pode retomar suas atividades habituais.
Em caso de falha do tratamento conservador, e nos casos em que o escorregamento progride além de certo ponto, pode haver necessidade de tratamento cirúrgico, onde se pratica a artrodese (fusão) do segmento vertebral afetado.